Dicas para atender pacientes com autismo: Como criar um ambiente acolhedor e seguro.

Hoje é o Dia Mundial de Conscientização sobre o Autismo e aproveitamos para lembrar que o Cirurgião-Dentista é fundamental para realizar o atendimento especializado a pacientes com Transtorno do Espectro Autista (TEA).

O profissional que for atender esses pacientes precisa ter sempre em mente que eles “são eternos aprendizes visuais”, e que a área do cérebro deles que está preservada é a da visão, como explica a Dra Andrea Paula Fregoneze, professora das disciplinas de Clínica Integrada de Pacientes Especiais, Clínica da Criança e do Bebê, Clínica dos Adolescentes e Gestantes e de Terapia Floral na Odontologia. “É preciso fazer o manejo comportamental para reduzir o medo e o estresse deles para ir ao dentista e isso fazemos trabalhando com materiais visuais e lúdicos”, informa a professora que estuda e atende pacientes com necessidades especiais há 31 anos.

A orientação é criar um script do processo que o paciente vai viver no consultório, garantindo assim princípios fundamentais para o atendimento do TEA, que são a antecipação e a previsibilidade. “Por exemplo, se o procedimento que será feito é a profilaxia, pode-se gravar um vídeo ou providenciar um material impresso com o passo a passo para os pais mostrarem esse conteúdo ao filho, antes da consulta. Caso não se tenha esse cuidado, é bem possível que a ida ao dentista desencadeie uma crise na pessoa com TEA”, orienta a professora, pontuando que dessa maneira facilita o tratamento ambulatorial, evitando o encaminhamento do paciente para sedação ou anestesia geral.

Para quem tem interesse em aprender mais sobre o tema, a professora Andrea Paula Fregoneze escreveu o capítulo do livro “Competências Digitais Docentes” (que ainda será lançado em 2025), que aborda os recursos visuais digitais para o acadêmico do curso de Odontologia aprender a executar tratamentos em pacientes com TEA. “Seria muito importante que mais profissionais se dedicassem a se especializar para atender pacientes com necessidades especiais, pois a demanda de pacientes é muito grande no Brasil frente ao número de profissionais capacitados para atendê-la”.

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